segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Ontem, hoje. Amanhã??


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Ontem, hoje. E amanhã??


Por: Fernando Marin



 Costumo dizer que não sou tão velho assim, apesar de legalmente ser considerado como um idoso, mas tenho acompanhado as mudanças acontecidas na sociedade nos últimos 50 anos, e vejo que as chamadas evoluções apenas serviram para tornar a nossa vida pior.

 No meu tempo de escola – pública – nossas professoras ( não ‘tias’ como se chamam hoje)tinham papel importante na nossa formação moral, religiosa e também no ensino, normalmente acompanhavam a mesma turma por algumas séries, conhecendo bem seus alunos e os problemas de cada um. As segundas-feiras eram festivas, antes do início das aulas as turmas formavam no pátio da escola e acontecia uma solenidade, com cântico do Hino Nacional Brasileiro, hasteamento da Bandeira e celebração de datas importantes para o País. Nas salas de aula o respeito era total, não porque fosse imposto, mas acontecia naturalmente, a profissão de professor era importante e valorizada e os pais ensinavam seus filhos a respeitarem os mais velhos e as leis e normas vigentes.

 Na época do sete de setembro, as ruas se enfeitavam de verde e amarelo, bandeirinhas de papel eram distribuídas, os carros ganhavam adesivos com as cores nacionais, o patriotismo estava estampado no rosto e no coração de cada brasileiro. Os feriados nacionais tinham um forte significado patriota, e o amor ao Brasil era cantado em verso e prosa por muitos artistas populares, quem não se lembra do ...”eu te amo, meu Brasil, eu te amo, meu coração é verde, amarelo, branco , azul anil ...”.

 Éramos ensinados a cedermos nossos lugares na condução aos mais velhos, a carregarmos as sacolas dos idosos, a darmos bom dia, boa tarde, a não gritarmos, a respeitarmos os direitos dos outros, essa era a nossa criação.

 Aí, a sociedade “evoluiu”, e hoje estamos acostumados a vermos notícias de alunos que agridem professores, ou a professores que agridem alunos, desrespeito aos símbolos nacionais, aos mais velhos, as leis são simplesmente ignoradas, os lugares destinados aos idosos nos transportes são ocupados até mesmo por estudantes uniformizados, pais são assassinados por filhos, as famílias se desfazem por qualquer pequena desavença que haja, as drogas invadiram os lares e as escolas, e por aí vai.

 O ensino , de mal a pior, são muitos os que chegam ao nível superior e que quase não conseguem ler ou interpretar um texto, e quem for professor irá saber bem do que estou falando. A criminalidade está por toda parte, bandidos muito bem armados estão a ponto de tomar nossas cidades e nos expulsarem para roubarem nossos bens e nossas vidas, e eu imagino: o que será de nosso país daqui a 10 anos?

 Falo de nosso país, de nosso querido Brasil porque vemos que em outras partes do mundo a situação é muito diferente, há lugares onde a polícia procura o que fazer por falta de bandidos ( Japão), outros onde as prisões estão sendo fechadas por ausência de presos( Suécia), outros ainda onde as armas são terminantemente proibidas, e a posse ilegal de uma delas leva a 10 anos de prisão ( Inglaterra), onde menores de 18 anos são presos e julgados quando cometem crimes (USA).


 Afinal, onde estamos falhando?

Fernando Marin

terça-feira, 18 de julho de 2017

A insegurança nossa do dia-a-dia II


A insegurança nossa do dia-a-dia II


Por: Fernando Marin



“...homens violentos querem me matar. Eles não se importam com Deus.” Sl 54 3 b

 Palavras de Davi, preocupado, amedrontado, quando estava escondido enquanto era procurado para ser morto. Palavras ditas séculos atrás mas atuais, afinal a situação em que vivemos hoje nos leva ao medo de sermos vitimados a qualquer instante, e em qualquer lugar.

 A situação da insegurança hoje nos apavora. Acontece uma média de um roubo de carga por hora no Rio, os caminhões são levados a algumas comunidades e rapidamente descarregados e os produtos vendidos pelos ladrões. Já existem feiras onde esses produtos são vendidos livremente a preços baixos, embora os frutos desses roubos também sejam ofertados por ambulantes até mesmo dentro dos trens da Supervia.

 Segundo o Portal Terra , há uma média de 14 tiroteios por dia que acontecem em diversas partes da cidade, inclusive próximo a escolas, hospitais, postos de saúde. No meio desses tiros está a população, somente no ano de 2017 até o dia 2 de julho 632 pessoas foram atingidas por balas perdidas , sendo que pelo menos 67 delas morreram (fonte O Globo).  Até mesmo bebês foram atingidos e feridos antes de nascerem, como no caso do Arthur, em Duque de Caxias, atingido por uma bala perdida dentro da barriga de sua mãe.

 Apenas no ano de 2017, até hoje, 89 policiais militares morreram vítimas dessa violência, muitos deles de folga, número superior aos mortos durante todo o ano de 2016.

 O caos é tamanho que já existe pelo menos um aplicativo de celular – denominado Fogo Cruzado – que informa as áreas que devem ser evitadas por estarem acontecendo trocas de tiros entre polícia e bandidos ou entre os próprios traficantes, que não se preocupam nem um pouco com o que acontece  à sua volta. Segundo a ONG Rio de Paz, os dados fornecidos pelo Aplicativo não expressam a realidade, já que os moradores de comunidades geralmente não ousam informar confrontos próximos às suas residências, com medo de retaliações por parte dos bandidos. Assim, a comunidade do Jacarezinho, por exemplo, onde existem tiroteios diários sequer aparece nas estatísticas da ONG.

 Crianças, jovens, adultos, idosos todos hoje são vítimas dessa violência desmesurada, direta ou indiretamente. Segundo o Portal G1 , pelo menos 550 mil pessoas sofrem de estresse pós-traumático, causado pelo pânico ou por perda de algum parente por atos de violência, 214 mil pessoas apenas na capital.

 A política de segurança capitaneada pelas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) faliu, junto com o governo do estado. A falta de recursos , atrasos e não pagamento de direitos trabalhistas – os funcionários do estado do Rio de Janeiro sequer receberam o seu 13º salário referente a 2016, e nem há previsão para pagamento – acabaram por gerar uma crise sem precedentes, já que a situação de penúria atinge todas as áreas da administração pública, como educação, saúde e a área social.

 Falta de tudo, governo , dinheiro, estratégias, projetos, atendimento, armamento, veículos ( metade dos veículos da Polícia Militar estão parados por falta de manutenção), vergonha , o estado simplesmente faliu, devido à péssima gestão.

 A receita com o turismo caiu e continua em queda, os hotéis estão vazios, afinal quem tem coragem de vir passear no Rio?

 De quem é a culpa disso tudo?

 De todos.

 Há tempos que as más administrações não vem fazendo bem o seu trabalho, notadamente na área da educação, a mais importante de todas , já que é a que prepara e capacita o indivíduo para a vida. Há ainda a questão da corrupção, da impunidade, das péssimas condições de moradia , de saúde, enfim, o Rio de Janeiro hoje está entregue nas mãos dos bandidos. Digo com certeza que as autoridades perderam o controle da situação e agora a polícia corre de um lado para outro tentando conter ondas de violência e causando mais violência ainda, já que revida as agressões que sofre.

 Onde iremos parar?

 Não sei. Talvez, como Davi, tenhamos que sair da caverna e enfrentar a realidade. Temos que nos indignar e darmos nossa resposta. Não podemos continuar acuados e apavorados enquanto o mal prospera livremente. É necessário que se cobre o que é o nosso direito, direito de ir e vir, direito a segurança, a se andar livremente pelas ruas.

 Não é?


 Fernando Marin

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Desarmamento? de quem?


Desarmamento? de quem?


Por : Fernando Marin



Em dezembro de 2003, entrou em vigor a Lei 10826, chamada de Estatuto do Desarmamento, discutida votada e aprovada como uma saída para a escalada da violência no Brasil.

Seus defensores, na época, alegavam que a posse e porte de armas pela população civil abastecia os criminosos de armamento, e que isso estaria causando um aumento dos índices de criminalidade no país. Defendiam que, se a população não tivesse armas em seu poder, elas não seriam roubadas e usadas pelos bandidos.

A Lei criou dificuldades para quem quisesse adquirir ou portar uma arma legalmente. Com o passar dos anos, ela foi alterada e afrouxada em algumas situações, permitindo que algumas categorias pudessem possuir armas para a sua defesa pessoal.

Mas, a violência não decresceu nesses 14 anos de vigência da Lei, ao contrário, a criminalidade está cada vez mais colocando em risco a vida dos cidadãos de bem, numa prova de que, como se afirmava na ocasião, as armas nas mãos dos bandidos não provinham de furtos e roubos nas residências dos cidadãos, elas eram obtidas através de contrabando ou desvios das forças armadas e até mesmo das polícias.

Dias atrás, foram apreendidos 60 fuzis, provenientes dos EUA, em um container que passava pelo Aeroporto Internacional do Rio. Segundo a polícia, pelo menos 30 cargas anteriores passaram sem problemas pelo mesmo aeroporto, e essas armas estavam já nas mãos de quadrilhas em diversos lugares do país.

Quem conhece o Paraguai, notadamente na região da fronteira com o Brasil, sabe da possibilidade em se adquirir armamentos de vários tipos, até mesmo pesados, que são contrabandeados com relativa facilidade, devido à extensão da fronteira e da fiscalização precária da região.

Agora, recentemente, dois Foruns em cidades do estado de São Paulo foram invadidos durante a noite e cerca de 700 armas que lá se encontravam à disposição da Justiça foram roubadas, com relativa facilidade. Essas armas em poucos dias serão vendidas e estarão nas ruas, nas mãos de assaltantes, homicidas ou na de qualquer pessoa que aceite pagar um valor módico por uma delas.

Recentemente, por iniciativa popular, surgiu a Sugestão Legislativa 4/2017, que previa o fim do Estatuto do Desarmamento, facilitando mais uma vez a posse e porte de armas ao cidadão de bem, a proposta foi discutida mas acabou por não se transformar em Projeto.

Como cristão, claro que não defendo que qualquer pessoa possa adquirir e usar uma arma , estamos sujeitos a uma série de fatores que poderiam causar morte ou ferimentos até mesmo a inocentes. Mas fico indignado com a facilidade que os marginais tem em obter armamento sofisticado !

Para que tenhamos uma ideia da situação, entre 1980 e 2014 morreram no Brasil 967.851 pessoas vitimadas por disparos de armas de fogo, isso mesmo, quase 1 milhão de vítimas! Só em 2014, foram  44.861 mortes, colocando o nosso país no 10º lugar do mundo nesse ranking trágico (segundo a Revista Época).

Creio que é hora da população cobrar atitudes de nossas autoridades em relação à posse ilegal de armas no país. Que se fiscalize as fronteiras, que se investigue com profundidade como esses armamentos conseguem passar pelos controles alfandegários – tão severos ao cidadão que chega de uma viagem ao exterior.

Necessárias também ações nas áreas sociais, principalmente na educação, para que os jovens tenham acesso à uma formação profissional que assegure seu sustento , afastando-os do risco da vida no crime.

Necessário também que se revisem nossas leis penais, tão brandas em alguns casos que fomentam a vida marginal.

Necessária e importantíssima a ação da igreja, em seu aspecto missionário, acolhendo, ajudando e evangelizando para que cada vez mais pessoas passem a ter uma vida digna e com mais amor no coração.

Vamos à luta?


Fernando Marin

segunda-feira, 26 de junho de 2017

No amor de Cristo


No Amor de Cristo


Por Fernando Marin



Nos últimos dias vem circulando pelas redes sociais noticias sobre a chegada de 1,8 milhão de muçulmanos ao Brasil, em 13 navios, como parte de um acordo que teria sido assinado entre o nosso país e a ONU. Paralelamente, tem surgido vídeos onde supostos muçulmanos fariam ameaças e falariam sobre a necessidade de usarem da “fertilidade” das brasileiras, para que eles dominassem o país.

Mais longe ainda, circulou pelas redes um áudio, supostamente gravado com palavras do Senador Magno Malta, onde ele faria advertências sobre os perigos de se receber esse povo no país, seriam terroristas, assassinos e por aí vai.

Ví vários tipos de manifestação da parte de muitos cristãos contra a vinda de seguidores do islã, já que seriam ímpios e maus, e que acabariam com os discípulos de Cristo, e etc.

Claro que nada disso é verdade, não sei quem e nem por que alguém criou esse fake com vistas a apavorar a nação, aproveitando o desconhecimento da maioria das pessoas acerca do islã e seu pensamento. O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, prega a paz, o amor e a bondade, o que é mantido pela grande maioria dos seguidores de Alá. Infelizmente, há grupos xiitas, radicais que interpretam a doutrina muçulmana de forma diferente, daí surgirem os jihadistas, que imaginam estarem em uma guerra santa contra todos os não-seguidores de Maomé, são  terroristas imaginando lutarem contra os ímpios em busca de um bom lugar no paraíso.

Mas, o que mais me espantou nessa história toda foi o medo e o preconceito com que cristãos lidaram com esse fake. Falavam de perigo, quase pregando que seria o fim dos tempos, numa prova de desconhecimento total do que Jesus ensinou e que nos deixou como missão, a de fazer discípulos.

Os primeiros muçulmanos chegaram ao Brasil em 1835, hoje existem mais de 1 milhão deles vivendo – pacificamente – em nosso país. Há diversas mesquitas espalhadas por nosso território, raramente um deles se envolve em algum ato ilícito, o que comprova que são um povo de paz.

Além disso, Jesus nos ensinou a amar , não fazer acepção de pessoas, não julgar, a acolher a todos.

Ter medo de muçulmanos, portanto, não é coisa de Cristão! Falar mal deles, também não.

Afinal de contas, que tipo de cristianismo tem sido ensinado nas igrejas?

Fernando Marin

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Paradas & marchas






Sabe quando a gente lê algo que gostaria de ter escrito, mas as palavras não vieram?

É o caso desse texto, de autoria de Wagner Antonio de Araújo, a quem não conheço, mas com quem eu concordo.

Creio que o mundo seria bem melhor se realmente os cristãos fizessem o que Jesus ordenou, que saíssemos para pregar o Evangelho e tudo aquilo o que Ele nos ensinou.

Perdemos tempo com tantas coisas, enquanto tantas almas se perdem.

Leiam, reflitam, concordem ou discordem. 

Fernando Marin


Paradas & Marchas 


Por: Wagner Antonio de Araújo


Comércio, negócios, produtos, capital de giro, agenda turística. Tudo isso e muito mais. E nada mais também. É o que acontece na pobre cidade de São Paulo, vítima de tantas políticas destrutivas, de líderes corruptos, de orientadores religiosos criminosos e de um povo perdido em suas próprias mediocridades.

Em uma semana a cidade sedia uma marcha para Jesus. Jesus nunca pediu para marchar por Ele. Aliás, Ele e Seu Pai não procuram marchadores, dançarinos, figurinistas, humoristas e pregadores de stand-ups, igrejas inclusivas, shows gospel ou políticos religiosos. A marcha em São Paulo não passa de um aglomerado de gente que deseja circo, fazendo da temática da fé um bom motivo para divertir-se. "Ah, pastor, mas há muita gente sincera e que faz a marcha como um ministério, pensando servir a Deus!". A estes a Bíblia responde: Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento. (Rm 10:2). Zelosos, porém perdidos, segundo Paulo. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. (Rm 10:3) Se forem crentes de verdade deveriam acordar para o seguinte fato: a verdadeira marcha para Jesus acontece dia após dia, quando um crente vive a Palavra de Deus, confrontando o mundo com os valores do Reino. Não é sambando, dançando, gritando na rua, seguindo um carro alegórico e líderes jactanciosos, que Cristo será glorificado. Seu Reino não é deste mundo; logo, o tipo de adoração que Ele busca não é midiático, mas diário. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. (Jo 4:23). O Reino não é show, mas é obediência E não se obedece marchando, mas servindo. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (Jo 14:21). Se marchar para Jesus e virar evangélico fosse sinal de conversão, o país seria outro, pois o saneamento moral, cultural, ético, educacional, higiênico oriundo de uma vida de temor a Deus mudaria por completo este país. Mas é exatamente o inverso que acontece: quanto mais evangélicos, menos testemunho, não por serem evangélicos, mas por não serem nada mais do que um teatro para exibicionismo, como a suposta marcha.

Em contrapartida, esta cidade realiza a parada dos homossexuais. Mais de três milhões de pessoas, hotéis abarrotados de gente, comércio a vender toneladas de produtos. Não importa que a moral a ser exibida na passeata seja indigna dos nossos filhos e dos nossos familiares (nudismo, simulação de sexo explícito, acusações contra o cristianismo como inimigo da causa deles etc). O prefeito, amigo de Deus e do Diabo, não perde os dois palcos. À marcha mandou seu emissário e à parada deu todo o suporte. Claro, ele é prefeito de todos os paulistanos. Todos têm o mesmo direito. Disto ninguém discorda. Mas uma cidade e uma gestão que não tem opinião, que opta por tudo e por nada e que, para tristeza dos cristãos, opta por apoiar um movimento que dirá ser a religião a inimiga de suas causas, é, de fato, uma cidade sitiada. Um governante pode governar para todos, mas estabelecer um procedimento digno e não comprometido. "A cidade permite, estabelece regras, mas este prefeito não compartilha do ideal". Para um político assumir posições é coisa tão rara como um trevo de quatro folhas...

Não basta o desemprego monumental que estraçalha a vida familiar do paulistano. Não bastam os impostos abusivos que pagamos dia após dia, com o IPTU mais caro do planeta. Não basta a criminalidade que nos aprisiona atrás das grades de casa e deixa soltos os criminosos que roubam carros, celulares e ceifam vidas. É necessário investir em tudo aquilo que significa abominação contra os valores cristãos sobre os quais esta nação dizia ser construída. As vistas grossas de quem julga tudo como cultura, que não opta e não protege a cidade contra as agressões à família, à fé e aos valores morais terá as suas consequências cedo ou tarde. Talvez antes do que imaginemos.

E os cristãos, que deveriam alçar a voz não contra o direito de expressão de quem quer afrontar a Deus com uma sexualidade contrária à criação, mas contra o uso dessas manifestações para influenciar os seus filhos, famílias e bairros com os conceitos contrários aos seus valores, estão quietos, abobados, vivendo num mundo aparte, achando que o Espírito Santo os encheu e que vivem tempos de restauração, quando na verdade estão acovardados pelo poder do pecado e das trevas. Não apenas isso: estão coniventes, porque na chamada marcha estavam representados os homossexuais cristãos, uma aberração à própria fé, uma contradição aos valores que fazem a dita fé existir. Não há coexistência com o cristianismo quando se agride a fonte de informação da fé, isto é, a Bíblia. Cristianismo sem bíblia é república sem constituição, sistema solar sem o Sol, criação sem um criador.

O que esperar de tudo isso? Um governo que diga: têm direito, mas com limites? Para o governo, o limite é o lucro! Pode ser marcha para Jesus, passeata homossexual, grupo de raças diversas, festivais ocultistas ou briga de torcidas. Se for adicionar recursos à cidade, todos são bem-vindos! Que morram os idosos sem atendimento médico qualificado, que morram as grávidas por falta de vagas nas maternidades, que morram os professores por falta de segurança na sala de aula, que morram os policiais por falta de direito de policiamento e material bélico. Está na hora de acender a luz de alerta, o farol do atalaia e proclamar a verdade!

E dize: Assim diz o Senhor Deus: Ai da cidade que derrama o sangue no meio de si para que venha o seu tempo! Que faz ídolos contra si mesma, para se contaminar! (Ez 22:3)

Ai da cidade ensangüentada! Ela está toda cheia de mentiras e de rapina; não se aparta dela o roubo. (Na 3:1)

A tua perversidade e as tuas abominações tu levarás, diz o Senhor. (Ez 16:58)

Eu também andarei contrariamente para convosco, e eu, eu mesmo, vos ferirei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. (Lv 26:24)

Despertemos, cristãos paulistanos! Despertemos, crentes brasileiros! Despertemos, cristãos lusófonos! As nossas cidades estão pervertidas, os cristãos tornaram-se mundanos e coniventes, os nossos governos não protegem e nem dão direitos para quem deseja preservar os seus valores cristãos! Líderes evangélicos estão mais interessados em verbas, em cargos, em influências, em corrupção, em fama, em mídia, em megaconstruções, em grandes impérios, e fazem negócio com a alma de seus fiéis! E as cidades, à luz de governos libertinos, corruptos, impõem uma agenda e um valor avesso aos valores cristãos sobre os quais fomos construídos, como os banheiros públicos de escolas, destinados ao falso terceiro sexo! Faz-nos lembrar o que o novo testamento preconizou: O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (2Ts 2:4)

Crentes, parem de marchar! Parem de palhaçada! Parem de exibicionismo! Vão marchar nos becos, nas vielas, nos campos missionários, nas perseguições, nos bairros carentes de Cristo. Saiam da preguiça espiritual e de seus megatemplos regados a luxo e visitem os bairros carentes de testemunho cristão qualificado! É fácil dizer que se ama a Jesus sambando pela rua. Diga que ama a Jesus levando uma pedrada pública por divergir da política de gênero e de celebrar festas idólatras! Marchem enquanto andam, enquanto deitam, enquanto vivem, sejam luz, sal, representantes do céu e absolutamente íntegros! Esse é o tipo de marcha que agrada a Deus!

E oremos por nossas cidades, para que Deus tenha piedade dos cristãos. A perseguição irá aumentar, mas que Deus abra os olhos dos coniventes, para que se levantem e digam NÃO ao sistema que ceifa a sua combatividade.

Ora, vem, Senhor Jesus!
Wagner Antonio de Araújo

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Meio ambiente:responsabilidade nossa, dada por Deus


Meio ambiente:responsabilidade nossa, dada por Deus


Por: Fernando Marin


 No calendário, o  5 de junho é o Dia do Meio Ambiente, uma data mais que celebrativa, uma importante ocasião para refletirmos e tomarmos posição em prol da natureza, que vem sendo degradada a cada dia pela ganância e descaso do ser humano.

 Há importantes medidas que devem ser tomadas, a despeito das conferências internacionais, onde se discute muito mas quase nada se resolve, devido aos interesses econômicos das nações poderosas que preferem a poluição e a degradação aos lucros menores.

 Creio que a questão ambiental deve ser resolvida por cada um de nós, com as nossas atitudes pessoais diárias e com a nossa força coletiva, até mesmo boicotando produtos de empresas poluidoras ou de países que não respeitam a importância da ecologia para a sobrevivência da população mundial.

 Nossas atitudes do cotidiano podem influenciar outras pessoas a uma tomada de posição em prol da natureza, a partir do momento em que damos exemplo de atos ecológicos ou em que passamos a falar mais sobre a questão, ampliando a consciência ecológica e pressionando as autoridades a fiscalizarem mais e a se comprometerem com temas ligados a essa questão.

 Quase tudo o que nos cerca hoje tem importância ecológica. O lixo, por exemplo, não se resolve no momento em que o caminhão faz a coleta, e ele sai de nossos olhos. É necessário que ele tenha a destinação correta para que não venha a poluir o lençol freático e nem a atmosfera , a partir da emanação do gás metano – causador maior do efeito estufa.

 Ainda em relação ao lixo, precisamos ampliar bastante a questão da reciclagem, que em países desenvolvidos tem índices bem superiores aos nossos. Reciclagem gera empregos, lucros e tira do lixo cerca de 40% de seu volume, dando aproveitamento e reuso dos materiais recicláveis, além de ampliar a vida útil dos aterros sanitários.

 Quanto à água, necessitamos de medidas urgentes em relação ao saneamento, rede de esgotos tratados para todos, diminuindo o lançamento de dejetos in natura em nossos rios e mares e diminuindo o número de enfermidades geradas pela falta de uma  destinação adequada da água usada. Ainda sobre a água, que cada um fiscalize e cobre a limpeza de rios e canais e a preservação da mata ciliar, fundamental para que não haja o assoreamento e nem o desaparecimento das nascentes.

 Urgente ainda é refrearmos o abate de árvores e a derrubada que vem acontecendo em nossas florestas, notadamente na Amazônia, que influencia no clima do mundo inteiro. Um manejo sustentável da floresta dá condição de sobrevivência a quem depende dela sem ameaçar o meio ambiente.

 Quanto à poluição atmosférica, precisamos lutar pela diminuição do lançamento de co2 no ar, principalmente o que vem pela queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo, por exemplo), implantando o consumo de energias renováveis e não-poluentes, como a energia elétrica hidrogerada , energia solar, eólica, álcool e outras que vem sendo pesquisadas com bons resultados.

 Tudo isso mais nossas pequenas ações, como não despejar óleo vegetal nos ralos e pias, economizar energia e água  em nossas casas, usar meios de transporte não poluentes ( bicicletas, por exemplo) com certeza tudo isso fará diferença, e a natureza agradece.

 Afinal, foi o próprio Deus quem, depois de criar todas as coisas, determinou ao homem que cuidasse de tudo (Então o Senhor Deus pôs o homem no jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações. Gênesis 2-15 NTLH), mas, infelizmente, a ganância e o descaso vem trazendo degradação ambiental e preocupação com o futuro da humanidade.

 Que cada um faça a sua parte em benefício de todos.


Fernando Marin

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A insegurança nossa do dia-a-dia




A insegurança nossa do dia-a-dia


Por: Fernando Marin



 Com certeza, sentir-se seguro é um dos itens necessários para que se tenha uma boa qualidade de vida. Muitas pessoas chegam a mudar para outras cidades em busca de uma vida com mais segurança, na ilusão de que ela é maior nas localidades de pequeno porte. E era, mas de tempos para cá a criminalidade, aliada a um tráfico de drogas cada vez mais atuante, vem frustrando essa expectativa de uma vida com mais tranquilidade.

 Quando acontece um aumento na criminalidade, a início a população costuma culpar a ineficiência da polícia, mas na verdade a insegurança provém de um somatório de causas de origem social, cabendo `a polícia apenas manter a ordem e retirar do convívio social os criminosos – o que já está se tornando tarefa difícil em várias regiões.

 Em grandes cidades, principalmente no Rio de Janeiro, a situação está aparentemente fugindo do controle dos órgãos de segurança. O grande número de comunidades carentes, as quadrilhas bem organizadas e lideradas, armadas com o que há de melhor e uma polícia em crise estão perdendo espaço para os bandidos. O número de roubos vem crescendo, agora com a explosão de carros-fortes e de caixas eletrônicos, mostrando que políticas sociais erradas nas últimas décadas estão cobrando a conta do governo e da sociedade.

  Aos poucos, sabe-se lá por que, a educação foi retirando das grades escolares disciplinas importantes, como religião, moral e civismo, organização social e política do Brasil, e outras mais, que davam às crianças e jovens boas noções de cidadania e de comportamento social. A degradação da estrutura familiar também colabora em muito nessa questão, a partir do momento em que deixa de haver uma referência de liderança  nos primeiros anos de vida, gerando muitas vezes jovens desajustados e sem noção de limites.

 A desigualdade social é outro fator importante, a partir do momento em que causa a falta de expectativa de vida para muitos jovens carentes e acaba facilitando a ida desses jovens para o crime. Falta de oportunidades de qualificação profissional e, consequentemente, de emprego também são fatores que acabam levando à criminalidade.

 Porém, a causa que considero a mais grave é a da impunidade. É mais que necessário que se revise e atualize a nossa legislação, adequando-a à realidade atual e criando punição mais severa para os que optarem pelo caminho do crime, como forma de retirar efetivamente os marginais do convívio social , com oportunidade de reeducação e reinserção na sociedade, cumprida a devida pena.

 Nossas leis, muitas da década de 1940, estão completamente defasadas, e necessitam de uma revisão urgente. É necessário que se cobre dos legisladores ( Deputados Federais e Senadores) leis mais severas, que venham realmente a inibir a criminalidade, sob pena de convulsão social iminente. É preciso que tenhamos uma polícia moderna, eficiente, baseada no uso da inteligência e dotadas dos recursos materiais disponíveis para que ela possa combater os bandidos de igual para igual. Necessitamos com urgência de uma reformulação na educação, que possa trabalhar de maneira inclusiva, criando 
oportunidades para que os jovens possam ingressar no mercado de trabalho, impedindo a sua ida para o crime.

 Na maioria dos países desenvolvidos do mundo o índice de criminalidade é pequeno, assim como o número de presidiários. Por que não copiamos o que há de bom? Por que não buscar subsídios onde há paz? A quem interessa essa legislação que não pune como deveria?

 Tema para a nossa reflexão.

Fernando Marin