quarta-feira, 12 de abril de 2017

Aborto: uma reflexão prática




Aborto: uma reflexão prática


Por: Fernando Marin



 Mais uma vez essa questão polêmica vem à tona, a eventual legalização do aborto no Brasil.

 Agora, uma decisão da Primeira Turma do STF, revogando a prisão de pessoas flagradas realizando procedimentos abortivos em uma clínica, reacendeu a discussão em torno do tema, o que levou a Câmara dos Deputados a formar uma Comissão para estudar eventuais mudanças na Constituição, criando regras mais claras sobre o aborto.

 Essa prática é regulamentada em muitos outros países, mas aqui no Brasil abortar só é permitido em três situações: em gravidez proveniente de estupro, em caso de risco de morte para a gestante ou, decisão mais recente, em casos de anencefalia, ou seja, de fetos constatados sem o desenvolvimento do cérebro. Fora esses casos, abortar é crime previsto no Código Penal e sujeita as gestantes e demais envolvidos a penas que podem chegar a 10 anos de reclusão, dependendo do caso apresentado.

 Mesmo assim, estima-se que cerca de 850 mil abortos sejam realizados clandestinamente todos os anos no país, um verdadeiro caso de saúde pública. A grande maioria desses abortos é realizada em ambientes que não possuem a estrutura necessária, o que pode causar morte da gestante ou sequelas graves nas mulheres que decidem interromper a gravidez.

 A grande discussão em torno do tema aborto coloca ciência, religião e ética em torno do assunto.

 Em termos científicos, alega-se que a interrupção da gravidez até os três meses não causa dor ao feto, essa  tese é aceita por muitos juristas – inclusive foi a que levou a decisão da Primeira Turma do STF – mas é rebatida pela religião, que aceita que a geração de uma nova vida se dá imediatamente quando há a fecundação, logo após o ato sexual, e portanto o aborto seria um  assassinato  a partir do momento em que causa a morte do embrião, e que isso iria de encontro à vontade de Deus.

 Já a bioética entende que um feto não seria um ser humano formado, já que considera  que só há pessoa humana quando esse indivíduo interage com o meio social. Além disso, a bioética defende que a mulher seria “muito mais” pessoa humana que o feto, e que sua vontade em relação ao próprio corpo deve ser respeitada. 

 Há vários textos bíblicos que poderiam embasar uma atitude totalmente contrária ao aborto. Aliás, dentro da visão cristã não há como se pensar favoravelmente a essa prática, já que a base do cristianismo é o amor ,e a partir desse pensamento interromper o desenvolvimento de uma vida seria um ato contrário a essa doutrina e , consequentemente, um grave pecado.

 Apesar dos vários versículos bíblicos contrários a esse ato, escolho a Primeira carta de Paulo aos Coríntios, no seu capítulo 3, versos 16 e 17 ( “Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês. Assim, se alguém destruir o templo de Deus, Deus destruirá essa pessoa. Pois o templo de Deus é santo , e vocês são o seu templo.”), que nos deixa clara a importante missão que nossos corpos cumprem na terra, de sermos o verdadeiro templo de Deus.

 Espero que esse assunto polêmico seja bem debatido com todos os segmentos da sociedade e que a verdade e o bom senso levem a uma decisão dentro daquilo que Deus tem nos ensinado e que espera de nós.


Fernando Marin 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Um estudo sobre o dízimo


Liberdade do Abuso Financeiro ( Um estudo sobre o dízimo)


  As redes sociais até que cumprem com seus propósitos de informar, de causar discussão, de divulgar. Quando meu irmão e amigo Austri Junior, teólogo, pensador, escritor  ,chamou a atenção para esse texto eu o li  e imaginei que seria bom publicá-lo, até mesmo para esclarecer a muitos e polemizar com outros.


  Em uma época em que muitos pregam a prosperidade material, o troca-troca com Deus, textos assim bem elaborados e embasados podem trazer informação e verdade.
Leiam, pensem, concordem, discordem.

Fernando Marin


LIBERDADE DO ABUSO FINANCEIRO

  Dar o dízimo sob pressão? Semear para ganhar favor ou lucro? Fazer um pacto com Deus?

  Estes conceitos não fazem parte da nova aliança sob a qual vivemos hoje em dia.
Este texto é muito longo, mas completo, e vale a pena. E vai muito mais profundo do que o dízimo. Alguém fez um resumo perfeito dele, que aparece no parágrafo seguinte; depois você pode decidir ler ou não ler o texto por inteiro:
*********
  É plenamente cristão e ético a Igreja subvencionar e prover seus evangelistas que vivem evangelizando. A maior graça material na Terra para um cristão é poder colaborar abrindo seu bolso para o verdadeiro evangelho. O erro herético do falso-evangelho pregado no Brasil é proclamar que os cristãos estão debaixo do princípio dos dízimos velho-testamentarios. A graça da Cruz nos trouxe um princípio magnânimo e superior a qualquer princípio elementar do mundo ou da lei mosaica. Em Cristo somos despenseiros do Evangelho. Em Cristo fomos declarados um só Corpo em amor, em altruísmo, em espontaneidade, em liberdade, em compromisso, em consciência, em alegria, em proporcionalidade do que temos, segundo nossa prosperidade. Em Cristo fomos declarados FILHOS E COERDEIROS do Reino e não mais servos da Lei. FILHO não devolve nada ao pai porque o que é do Pai é do Filho e o que é do Filho abençoa tudo aquilo que é do Pai. Em Cristo estamos na Lei do Amor e da Semeadura e não mais no princípio dos dízimos.
[Obrigado a Frannk Lop Lop pelo resumo]
*********
  Deixe-me enfatizar que apesar da imagem e do título provocativos, existem pastores que ensinam sobre o dízimo com boa intenção, mas mesmo assim, o dízimo como exigência de Deus não é para os dias atuais. E quando Jesus caçou os cambistas do Templo, era porque eles impediam aos estrangeiros, os cegos e os mancos de aproximarem-se de Deus. De igual maneira, certas pessoas de hoje em dia querem reerguer as barreiras a Deus que Jesus já tirou.

  Para começar, não devo explicar o dízimo fora do panorama completo do evangelho da graça pura sob o qual vivemos hoje em dia, porque vão de mãos dadas; quem não entende a função do dízimo não entende a nova aliança pela qual Jesus morreu e ressuscitou. Para muita gente o entendimento da Graça é tão incompleto que, quando ouvem a ideia de que estamos debaixo da Graça e 100% perdoados, o primeiro pensamento delas é: “Quer dizer que podemos ir e pecar à vontade?”. Da mesma maneira, quando ouvem a ideia de que não estamos obrigados a dar o dízimo pensam: "Ah, então não vou dar mais!”, ou, “Você está incitando as pessoas a não colaborar com a obra de Deus!” Mas, em ambos os casos, a verdade é muito mais completa: você está 100% debaixo da Graça, livre para viver uma vida nova, a vida de Cristo em você (Romanos 6). Isso quer dizer que vai expressar a vida do Pai Amado e toda a sua conduta, incluindo o que você faz com seu dinheiro. Visto que até a maioria dos pastores não entendem claramente a diferença entre a nova aliança e a antiga aliança (como expliquei nesta publicação anterior: https://www.facebook.com/ACabanaEAGracaDeDeus/posts/569887979808694), sentem a necessidade de usar a lei para controlar o comportamento da congregação, e o dízimo para arrecadar dinheiro. Repetindo, a Graça não é um chamado para a libertinagem ou a preguiça e sim a entrar em uma verdadeira comunhão com o Cristo vivo e expressar a vida e a natureza Dele em todo o sentido. Por isso quero enfatizar minha publicação no link acima e mais os trechos bíblicos que citei: Romanos 5 a 8, Hebreus 7 a 10, 2 Coríntios 3 a 5 e Gálatas de 1 a 6, para dar um contexto aos meus comentários sobre o dízimo. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre, (Hebreus 13:8), mas as alianças de Deus com a humanidade mudaram para sempre em 30 e 70 d.C.

  Dito isto, comecemos com 2 Coríntios 8 e 9. Em dois capítulos, Paulo explica a fundo a mentalidade dele sobre dar dinheiro e o nosso exemplo a seguir hoje em dia. Ainda que a explicação dele seja completa, vou fazer alguns comentários:

1) Não deixe que ninguém te cite o versículo 9:6 fora do contexto: “Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. ” Se ler este versículo no contexto, isto não quer dizer que se der o dinheiro à igreja institucional, Deus vai te recompensar financeiramente com um bom negócio ou algo mais, ou que se não der dinheiro, vai cair em fracasso financeiro. De novo: leia os capítulos 8 e 9 por inteiro e vai ver o contexto e o sentido. Que agora você tem o privilégio de fortalecer o verdadeiro corpo, a verdadeira igreja de Cristo (todos os seres humanos que têm crido Nele; não um edifício). Você terá o prazer de colher almas para Cristo, de ver outros seres humanos despertando para a vida de adoção eterna e de ajudar e compartilhar com o seu próximo. A ideia de dar dinheiro para receber o lucro, é uma perversão em dois sentidos: é o orgulho humano tentando ganhar o presente que Deus oferece grátis (tão insultante quanto tentar pagar a um amigo um presente), e é dar para receber. Deus dá por dar simplesmente porque Ele é amor mesmo, não para receber algo em troca. A Graça significa expressar a natureza Dele, assim você também dá por dar apenas, sem esperar nada em troca. A colheita que desfruta é ver a edificação do Corpo de Cristo, do qual você faz parte.

2) Versículo 9:7 – “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” Isto é completamente incompatível com “E tem que ser ao menos “X" por cento, e tem que ser entregue no edifício da esquina chamada Igreja Fulana”. É completamente incompatível com “Dar a Deus o que é dele”, “Essa porção não é de você”, “ *devolver* o dízimo (porque não é dar, é dever)”, etc.

3) Em Deuteronômio 14 e Levítico 27, verás que o dizimo jamais foi dinheiro, mas comida, e era entregado só por proprietários de terrenos agrícolas e gados. Quer dizer, nem a maioria dos judeus pagavam dízimos. Nem Jesus pagava dízimos. O dízimo podia ser convertido em dinheiro por motivos de viagens distantes e depois convertido de novo em comida, mas nunca foi oferecido a Deus em forma de dinheiro. Uma exceção, se alguém queria reter um animal e substituir um dízimo em dinheiro, tinha que pagar uma multa de 20%, porque o dízimo em dinheiro não era o que Deus queria (Levítico 27:30).

4) É verdade que o dizimo existia antes da lei, mas se algo é pregado indevidamente como se fosse uma lei, é o mesmo erro. Pode confirmar isto ao ler Gálatas 1 a 6, onde Paulo condenou em condições fortíssimas a exigência da circuncisão, que também existia antes da lei (além dos sacrifícios), mas era tratada como lei por essa gente.
Então, o que dizer das referências sobre o dízimo na Bíblia?

MALAQUIAS 3:6-10:
  Vamos primeiro a Malaquias 3, 6-10, o que cita-se volta e meia para verificar o dizimo para hoje em dia:
“Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: “Como é que te roubamos?” Nos dízimos e nas ofertas. Vocês estão debaixo de grande maldição porque estão me roubando; a nação toda está me roubando. Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guarda-las."

  Há vários problemas em usar este trecho para os que estão em Cristo e debaixo da graça Dele:

1) Essa *exigência* de dar o dízimo faz parte da velha aliança, mosaica, que foi dada somente aos judeus, jamais aos gentios. Em todo caso, aquela aliança tornou-se antiquada e envelhecida com a morte de Jesus, e desapareceu por completo com a destruição do Templo de Jerusalém em 70 d.C. (Hebreus 8:13) (embaixo, ao final, vou esclarecer uma distinção importante entre velha aliança y velho testamento).

2) Este trecho é uma continuação do pensamento que começou em Malaquias 2:1: “Agora, pois este mandamento é para vocês, os sacerdotes.” Para um certo grupo de sacerdotes, em um determinado contexto. Não havia enumeração de versículos e capítulos no texto original, e pode ver a continuação você mesmo. 2:4 e 2:8 são enfáticos que esta advertência tem a ver com manter a aliança *levítico*. Você encontra um versículo parecido, exigindo um dízimo para manter sua aliança com Jesus? Isto é mais um exemplo da importância do contexto: quem fala a quem? Debaixo de qual aliança? E debaixo de quais circunstâncias? Tantas vezes nos púlpitos, citam Malaquias, começando em 3:6, e soa que Deus esteja falando a nós, hoje em dia. Mas é só começar em 1:1 e fica evidente que não. Citar este trecho fora de contexto tem causado confusão, coação, e condenação imensurável.

3) Versículo 2:2: do mesmo pensamento, Deus diz que tem amaldiçoado a essas pessoas, e promete amaldiçoa-las mais. Ao interpretar a Bíblia, uma pergunta muito útil de se fazer é: É isso possível depois da Cruz? E a resposta aqui definitivamente é: “Não”. Cristo se fez maldição por nós e quitou toda essa maldição. (Gálatas 3:13, Romanos 8:1, 2 Coríntios 5:21).

4) Malaquias 3:10 diz: “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento [comida] em minha casa...Espera. Templo? Que tem a ver esse templo com você? E, minha casa? Nós, nossos corpos físicos, somos agora o templo, a casa de Deus. Nada em contra de congregarmos em um imóvel dedicado a esse propósito, e sim, é justo ajudar com os gastos disso (1 Cor. 9; Gálatas 6:6), mas há um erro em usar termos hoje em dia como templo, santuário, altar, etc, para nos referirmos a um edifício, ou as partes dele. Nós mesmos somos a igreja, o templo, a casa de Deus e onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Deus, ali está a igreja. As coisas físicas na antiga aliança eram uma sombra; as coisas espirituais na nova aliança são a realidade. O templo a qual Malaquias 3:10 se refere é o Templo de Jerusalém, que foi destruído em 70 d.C.. Hoje nós somos o verdadeiro templo de Deus.

5) A história de fundo de Malaquias 3:10: os levitas recebiam uma décima parte das colheitas dos outros onze tribos de Israel em troca de seu labor de fazer sacrifícios no Templo. Chegou um tempo (Neemias 13:10-13) em que os levitas não recebiam estes dízimos e saíram do Templo para trabalhar por sua comida. Deus repreendeu os líderes por fazer isso. Para repetir, a velha aliança nunca foi dado a você, só aos judeus, e em todo caso esse templo e esse sistema foi destruído em 70 d.C. Toda a Bíblia foi escrita para nossa instrução, mas em muitos casos somos observadores, não destinatários; sempre olha o contexto.

6) Aqueles que exigem que os crentes em Jesus vivam como judeus quanto aos dízimos, não vivem eles mesmos como os levitas-- sem heranças, sem salários, sem terrenos ou propriedades.

7) Como disse antes, dar para receber é uma perversão do amor de Deus. Deus dá para dar, porque Ele mesmo é amor. Você agora é seu filho(a) amado(a), seu reflexo vivo, assim Ele vai te inspirar a dar e compartilhar seus bens, sem pensar em recompensa financeira. A antiga aliança trata de uma overdose de “Fazer o bem, receber o bem; fazer o mal, receber o mal”, para exaurir o orgulho e o esforço humano. Jesus veio e deu volta a essa economia, trazendo o favor e as bênçãos de Deus aos que mereciam menos. As referências na nova aliança sobre semear e colher têm seu próprio sentido e contexto, que você pode verificar ao ler 2 Coríntios 8 e 9, e Gálatas 1 a 6. Uma ajuda: não confunda castigo com consequências.

MATEUS 23:23:

  Nos evangelhos, Jesus sim se refere a dar, dizimar, etc, mas recorda que Ele mesmo ainda estava debaixo da antiga aliança (Gálatas 4:4,5). Não descartemos nenhuma palavra da Bíblia, mas sempre temos que levar em consideração o contexto. Em Mateus 23:23, por exemplo, Jesus estava falando aos fariseus baixo a aliança deles, antes da cruz. E a aliança deles jamais foi dado aos gentios. Se Mateus 23:23 fosse para o crente gentio de hoje, após a cruz, teremos de dar o dízimo até da hortelã, do endro, e do cominho-- ao pé da letra de o que Ele falou. É muito comum citar o final do versículo, “Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas,” para justificar o dízimo obrigatório, e ao mesmo tempo passar por alto o início do mesmo versículo: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas!”.

MATEUS 5:17:

  Em Mateus 5:17, Jesus disse que não veio abrogar a lei, senão cumpri-la. De novo, o contexto é primordial: Historicamente, a velha aliança tinha regras e condições: "Se você fizer isto, Deus fará aquilo." Porém, em Mat. 5:1, Jesus faz uma série de declarações que não soam assim, não são assim de condicionais. Por isso, Ele esclarece: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra."

"Não vim abolir, mas cumprir." E Ele SIM cumpriu a lei. O desenlace de "Ele veio cumprir a lei" não é "Então eu tenho que seguir Seu exemplo e cumprir a lei também", senão João 19:30: "Está consumado! Tetalestai! Dívida paga!" E ao ler Efésios 2, escrito a um público principalmente de origem gentio, Paulo diz que Jesus SIM anulou a lei (ou desfez, ou aboliu, ou acabou com ela, dependendo da tradução). Isso foi para fazer de todos, dos judeus e os gentios, uma nova família--e não baixo a antiga aliança da lei, senão a nova aliança da graça. E em v.20 ele continua a dizer que o fundamento desta nova família são *os apóstolos e os profetas*, não *a lei* e os profetas. Isto é perfeitamente consistente com as demais cartas de Paulo e com Hebreus.

  Um pouco mais ao respeito deste desenlace: Lucas 24:44, Jesus em caminho a Emaus: E disse-lhes: “Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: *Era* necessário que *se cumprisse* tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.

  Ainda mais: Em Atos 15, tiveram o Concílio de Jerusalém onde resolveram a questão de impor ou não impor a lei judaica nos convertidos gentios. Vá lá para ler por inteiro, mas cito aqui um pouquinho. A conclusão de Pedro, que andava com Jesus e caminhou na água, foi: 15:10 Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, pondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar? 11 De modo nenhum! Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus, assim como eles também”. A conclusão de Tiago, que em outro contexto disse a fé sem obras está morta, foi: 15:19 “Portanto, julgo que não devemos pôr dificuldades aos gentios que estão se convertendo a Deus. 20 Ao contrário, devemos escrever a eles, dizendo-lhes que se abstenham de comida contaminada pelos ídolos, da imoralidade sexual, da carne de animais estrangulados e do sangue.” Ponto. Cadê o dízimo? Depois, juntos escreveram uma carta à igreja em Antioquia que disse em parte, “15:28 Pareceu bem AO ESPÍRITO SANTO [Imagina! ao Espírito Santo mesmo, que tomou parte nisso!] e a nós não impor a vocês nada além das seguintes exigências necessárias: 29 Que se abstenham de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Vocês farão bem em evitar essas coisas.” De novo: cadê o dízimo?

“DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, DAR A DEUS O QUE É DE DEUS”:

  E daí? Não há conexão nenhuma entre esta declaração de Jesus e uma exigência de todo o mundo dar 10% do salário bruto, em dinheiro, em certa igreja, a pessoas que não precisam viver como levitas— sem heranças, salários ou terrenos. Só a repetição, o hábito, a tradição. Não fica totalmente claro exatamente ao que Jesus se referia, mas não era um dízimo.

A VIÚVA E SUAS MOEDAS:

  É só olhar o texto: Lucas 21:1: Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Contribuições. Ofertas. Nada a ver com o dízimo. Um dízimo é por definição 10%, e por lei consiste de comidas e animais. Ela deu moedas, e ela deu tudo, não 10%. Então nada a ver.
— Por sinal, viu que ela deu moedas? Este é um de vários trechos que refuta a mentira que os dízimos eram em comidas só porque o dinheiro era escasso ou inexistente— “Era a moeda de troca na época”, dizem… …falso.

HEBREUS 7:

  Em Hebreus 7, há citação de dízimo, mas não é uma afirmação do dízimo para hoje em dia, e sim uma afirmação da superioridade de Cristo sobre todos, incluindo a Abraão, algo impensável aos judeus até então. *Uma certa vez* Abraão voltava de uma guerra, se encontrou com o sacerdote Melquisedeque, deu a ele a décima parte dos despojos de guerra e recebeu uma bênção, dois feitos que demonstraram a superioridade de Melquisedeque, uma sombra de Jesus.

1) Foi uma situação única.
2) Melquisideque não *exigiu* o dízimo de Abraão.
3) Melquisideque  abençoou Abraão, e depois Abrahão lhe deu o dízimo. Abraão não deu o dízimo para depois ser abençoado, como se ouve desde os púlpitos e televisões.
4) Abraão só deu um décimo dos despojos de guerra, e não dos seus bens materiais ou ingressos; estando em pé de guerra e longe de casa, teria sido impossível trazer tudo isso com ele.
5) Abraão recusou ficar com o outro 90%. Ou deu o 90% ao rei de Sodom, ou devolveu o 90% aos donos originais; não fica totalmente claro no texto, mas não era para Abraão.
6) Nem tudo o que Abraão fez é exemplo que somos obrigados a seguir: casar com sua irmã e sacrificar animais, por exemplo.
7) O ponto mais importante não é que Abrão deu o dízimo; é que Levi (representante da lei) deu o dízimo. Isto é, a linhagem levita, da lei, demostrou a superioridade da linhagem de Cristo, que é da graça. (Hebreus 7:9,10) (João 1:17: Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.) Qual dos dois sacerdócios é maior?

  O contexto de Hebreus: foi escrito em 67 d.C. enquanto o Templo de Jerusalém ainda existia, antes de sua destruição pelos romanos no ano 70. Os dízimos contínuos eram para os sacerdotes levitas, para compensa-los do trabalho árduo e *contínuo* de fazer sacrifícios de animais pelos pecados do povo. (Nota esta palavra *contínuo*). No templo terrestre que era uma representação da morada de Deus, era explicitamente proibido qualquer móvel para sentar porque o trabalho nunca terminou. Quando Jesus entrou através de outro sacerdócio, fez *UM* sacrifício perfeito e final, entrou no Santo dos Santos literalmente no céu, e *sentou* à direita de Deus – Está consumado! – Onde permanece até agora, seu único sacrifício já feito e suficiente por toda a humanidade por todos os tempos. Leia Hebreus 7 a 10 e confirme isto, e analise o versículo 7:12: “Porque quando muda o sacerdócio, também tem que mudar a lei” – pense nas implicações disso!

  Conclusão do parágrafo anterior: se você ainda está entregando dízimos por obrigação, está dizendo que seu sacerdote ainda está trabalhando e fazendo sacrifícios. Seu sacerdote é um levita, ou é Jesus?

  Para resumir, em Cristo você já morreu à lei, incluindo aquela de dizimar. Agora a lei que te libertou e te rege é a lei do Espírito de vida, Cristo em você. Ha recebido o espírito de adoção. Em Cristo, você é uma nova criatura, literalmente uma morada Dele. Você foi 100% perdoado e transformado espiritualmente e tem o enorme privilégio de ser o corpo e o reflexo Dele nesta terra. Seus mandamentos: crer Nele e amar como Ele te ama, inclusive na gestão dos seus bens materiais. Dá liberalmente da forma que Ele te guie individualmente. E veja bem, o ponto muito mais importante de tudo isto é que você entenda o que significa a morte e a ressurreição de Jesus, e Ele dentro de você— a nova aliança instaurado com Seu sangue, e que não fique estancado com uma pé na velha aliança, que nunca foi de você.

Fonte:
https://www.facebook.com/ACabanaEAGracaDeDeus/posts/689902827807208:0

terça-feira, 21 de março de 2017

Participar é preciso




Participar é Preciso



Por: Fernando Marin


  E o cenário político nacional continua agitadíssimo, afinal a Lava –Jato prossegue em suas etapas e ainda há muita gente apavorada com a expectativa de encontrar a Polícia Federal à sua porta a qualquer momento.

  E isso vem causando uma série de acontecimentos, muitos deles sem o pleno conhecimento da população em geral.

  Fala-se agora em Brasília em se alterar o modelo de eleições no país , para a tal “lista fechada”, o que viria a favorecer os políticos que já possuem mandato, e prejudicar bastante aqueles que pensam em se candidatarem, em substituírem deputados e senadores veteranos  com anos de Congresso, ou seja, atrapalhar uma eventual renovação no meio político.

  Na verdade o que se quer é uma maneira de continuar no poder, mantendo o direito ao Foro Privilegiado – um mandatário só pode ser investigado e julgado pelo Supremo Tribunal  Federal. Com muitos políticos investigados e a serem denunciados, o pavor de não se conseguir uma reeleição tomou conta da Casa, e o pânico se instalou em muitos nomes que temem voltarem a serem cidadãos comuns, sem direto a privilégios e com espaço aberto para que a sua prisão possa vir a acontecer.

  Nesse sistema da “Lista Fechada” os partidos limitam o número de candidatos e os escolhe a seu critério, tirando do eleitor o direito de votar em um nome conhecido por ele. O povo votaria nos partidos, e os eleitos seriam os primeiros colocados na lista preparada pelo partido, a critério deles. Assim, o número de candidatos seria bem menor, as chances de eleição maiores e os custos da campanha muito mais baixos. Interessante para quem?

  Quando insisto em que o povo deveria participar mais da vida política de sua cidade, estado, país é justamente para que iniciativas como essa, totalmente desinteressante para a população e para a democracia fossem rechaçadas imediatamente. Todos sabemos da necessidade de uma grande renovação nos quadros políticos atuais, que já demonstraram a sua incapacidade de dar ao povo uma condição de vida digna.

  Queremos reforma política sim, com o fim dos super salários, da corrupção,dos privilégios, enfim, queremos que a qualidade de vida das pessoas venha a ser o único objetivo do Governo, o foco principal de todo o sistema administrativo existente.

  Precisamos conhecer melhor e implantar os modelos vigentes em países desenvolvidos, onde não há altos salários, mordomias, privilégios, para que aqueles que escolhem trabalhar pelo benefício do povo possam focar apenas e tão somente na qualidade de vida das pessoas.

  Precisamos da participação popular nos partidos, na vida política, como maneira de escolhermos os melhores candidatos e de promovermos justiça social e desenvolvimento.

  Penso que, se há coisas ruins acontecendo no meio político, isso se deve ao afastamento das pessoas de bem. Eu decidi participar e trabalhar. Não é porque estou em um meio tido como “sujo” que irei também me contaminar. Não.

  Muitos conhecem a história de Daniel, contada na Bíblia. Quem não conhece, leia. Ele não se deixou contaminar pelas coisas erradas que via ao seu redor, e se tornou um grande administrador. O mesmo aconteceu com José, no Egito. Porque não pode acontecer conosco?

  Ocupemos o espaço que nos é de direito, e mudaremos o país.


Fernando Marin

sexta-feira, 10 de março de 2017

O cristão e a política II



O Cristão e a Política II


Por: Fernando Marin



  Dias atrás escrevi um artigo onde mostrava  a importância da participação ativa na política de nossa cidade, já que esse é o meio de escolhermos os candidatos que obterão os votos da população para exercerem seus mandatos.

  Claro que toda opinião gera outras em contrário, porém isso não deve nos abalar, a partir do momento em que temos a convicção de que as nossas ideias são as que temos como corretas, e que estamos naquilo em que Deus nos determinou – ou permitiu.

  É muito natural que sejamos julgados , apesar disso ser expressamente proibido por Deus como escrito  em Mateus 7, 1,2 (“ Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros.” Bíblia NTLH), apesar de os cristãos conhecerem a Palavra  como pessoas falhas podem se esquecer da mensagem nela contida.

  Aliás, como cristão tenho sido julgado até mesmo por atos que não pratiquei , ou por não seguir estritamente as “regras” estabelecidas pela instituição   ou por motivos diversos que não vale a pena serem colocados nesse canal.

 Vivemos em uma época em que a religiosidade parece que está acima do estabelecido por Deus, se esquece de que a Igreja verdadeira não é feita de tijolos, mas sim de pessoas. No entanto, o corrente hoje é que quem deixa de comparecer aos cultos  na igreja de tijolos está “em pecado”, afastado, é chamado a atenção e até mesmo passível de exclusão do grupo.

  Como disse meu amigo Josué Cláudio, quem que hoje ouve “música do mundo”, não fala o crentês, não sabe de cor e salteado toda a Bíblia é taxado, condenado ao inferno por aqueles que ouvem músicas gospel de baixíssima qualidade e com aberrações teológicas, frequentam as chamadas “baladas gospel” e tem uma visão bastante distorcida da verdade contida no Evangelho.

  Há ainda os que afirmam que a corrupção e a politicagem só acabarão no dia em que todo o mundo for evangelizado. Será? As igrejas estão cada vez mais cheias, há uma pluralidade enorme de denominações diferentes, é moda ser evangélico hoje, porém o mundo em nada melhorou – ao contrário, há uma onda de violência desmesurada, de uma total falta de amor e de respeito ao próximo, o tráfico e o consumo de drogas estão fora de controle. E isso é bíblico! Está escrito que no final dos tempos o amor de muitos esfriará (Mateus 24.12). Quando Cristo voltar, encontrará fé na terra? ( Lucas 18.8).

 Jesus nos ordenou que fôssemos por todo o mundo proclamando o Evangelho ( Atos 1.8), através do poder  concedido pelo Espírito Santo, fazendo seguidores em todos os lugares. Ora, se o mal se instalou em algum lugar, ou instituição, isso aconteceu exatamente pela falta de cristãos verdadeiros ali. Por isso, o povo de Deus deve estar presente em todos os lugares, cumprindo com essa ordem direta de Jesus e sendo luz onde há trevas.

  E isso inclui a política.


Fernando Marin

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A importância da vida política



A importância da vida política



Por :Fernando Marin



  Quando passei a participar da vida política da minha cidade recebi vários questionamentos,  como um cristão poderia participar de coisa tão suja?

   Claro que esse tipo de colocação não me fez mudar de opinião, afinal onde o ser humano se faz presente há grande possibilidade de acontecerem coisas erradas, mas não se pode generalizar.  Se há algo de sujo nisso não está na política em si, mas nos atos de muitos que dela participam, e que hoje estão sendo processados e presos de acordo com os crimes que cometeram.

   Mas, o que é a política? De acordo com a Wikipedia, política é “a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados”. Ou seja, tudo o que é relativo ao governo.

  Vivemos em uma sociedade democrática, onde qualquer pessoa que esteja de posse da sua cidadania pode – e deve – participar direta ou indiretamente da administração do seu país, estado ou cidade. É um direito, votar e ser votado.

   Para isso existem os partidos políticos, onde os cidadãos se filiam de acordo com a sua ideologia para que possam  trabalhar a fim de elegerem  seus candidatos, para que governem de acordo com as diretrizes firmadas por essas agremiações.

  Os partidos escolhem seus candidatos através de Convenções,  por votação de seus filiados e/ou dirigentes (dependendo dos Estatutos de cada um) , esses candidatos são registrados pelos Tribunais Regionais Eleitorais e participam das eleições, onde o povo elege os que considera os melhores.

   Por isso é tão importante que a população passe a participar mais ativamente da vida política, para que possa melhor compreender o processo, selecionar candidatos que efetivamente tenham condições de executar um trabalho produtivo e que venha a beneficiar a coletividade. Quando elegemos mal um vereador, deputado, governador ou outro representante a má gestão sempre acarretará em prejuízo para todos.

   Todos nós somos responsáveis pelos acertos e erros dos nossos governantes.

  Participe! Procure um partido político com o qual você se identifique, colabore, passe a entender melhor o processo e aí, com certeza, estaremos construindo uma sociedade mais justa para todos.

   Fica aqui o meu recado.



   Fernando Marin

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A sociedade que criamos.



A Sociedade que Criamos


Por: Fernando Marin



   Como se não bastassem as recentes cenas de barbárie que assistimos acontecerem em diversos presídios no país , agora o que se vê são saques, roubos e mortes em diversas cidades do estado do Espírito Santo, onde a polícia militar está há alguns dias fora das ruas.

     Com a ausência do policiamento, muitos cidadãos decidiram partir para saques e roubos  certos da impunidade , que aliás sempre existiu em nossas terras.

   Alegando os baixos salários que recebem os PMs do estado, seus parentes resolveram "bloquear" a saída dos quartéis, e os militares estão de braços cruzados enquanto que a criminalidade barbariza a população capixaba.

     O que mais nos surpreende são os saques às lojas, realizados não por bandidos comuns, mas por populares que se aproveitam da situação para obter , quem sabe, aquele objeto sonho de consumo tão difícil de ser adquirido pelas vias normais. 

     Nem a presença dos militares das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança conseguiu impor ordem ao caos que reina pelas terras capixabas, o que aumenta mais ainda a nossa preocupação, afinal os governos há muito vem perdendo aos poucos o controle da segurança no país.

    Uma situação previsível , há décadas que a educação pública vem sendo desmontada e desqualificada, os estudos que criavam a visão de cidadania ,de ética, de patriotismo foram simplesmente retirados das grades, deixaram de existir, sabe-se lá por que.

     Paralelamente, um decréscimo na qualidade de vida das pessoas, cada vez mais gente vivendo em comunidades carentes, desemprego altíssimo, falta de oportunidades, decadência dos serviços públicos básicos acabam gerando insatisfação em diversos segmentos da população, e isso aliado à uma educação precária com certeza gera o descontentamento e a revolta. 

     Além disso, uma legislação penal ultrapassada, um sistema judiciário lerdo e injusto, maus exemplos de impunidade no meio político, ajudam a criarem essa sensação de que aqui tudo pode. E essa é a sociedade que criamos, a do jeitinho, a do que "todo mundo faz", cidadãos que se comportam como tal apenas e tão somente na presença da autoridade, da punição.

     O pior é se constatar que a nossa classe política, isolada em Brasília, uma verdadeira ilha da fantasia, onde os policiais militares são os mais bem pagos no Brasil, onde os salários dos servidores do Congresso fazem inveja a qualquer profissional , onde os senhores congressistas e familiares possuem segurança 24 hs por dia, está muito pouco preocupada em resolver essas questões, talvez até por receio de que uma mudança na legislação possa vir a afetá-los de alguma maneira.

     Creio que é momento de adotarmos o que tem dado certo em países do dito primeiro mundo, de modernizarmos as leis e o sistema judiciário, de se adotar um novo e eficiente modelo de educação básica, de se trabalhar para a melhoria das condições de vida das pessoas. Assim, não se precisará no futuro se gastar tanto em segurança pública, afinal a polícia não pode ser responsabilizada pela falha nas instituições que provocam a violência e o crime.

    É hora da população cobrar dos senhores congressistas as mudanças necessárias para que haja uma sociedade melhor, sob o risco de, em poucos anos, ficarmos trancados em nossas casas, reféns do caos social e do descontrole total da criminalidade.

     Eu cobro, e você?

     Fernando Marin

sábado, 17 de dezembro de 2016

Uma reflexão sobre o Natal



Uma reflexão sobre o Natal


Por: Fernando Marin



 Mês de dezembro, aquela época do ano esperada por todos, afinal é Natal. Mais dinheiro no bolso, vamos todos às compras, são muitos presentes, vamos preparar uma Ceia maravilhosa,  a família estará reunida, fato raro nos dias de hoje.

 Mesmo em época de crise econômica é fundamental que se mantenham as tradições, compra-se menos, mas não se pode deixar de comprar.

 Correrias, confraternizações, amigos secretos, aquela rotina esperada e querida por todos, afinal é Natal.

 Natal. Você sabe que há cristãos que não celebram o Natal? Eu o celebro, e muito. Afinal, é a data escolhida para lembrarmos do nascimento daquele que Deus enviou a este mundo para morrer pelos nossos pecados. Aqui em casa montamos uma bela árvore, muito enfeitada e repleta de luzes coloridas, para demonstrar a nossa alegria pelo nascimento de Jesus.

 Infelizmente o espírito do Natal se perdeu aos poucos, e hoje a data possui um aspecto muito mais consumista do que no passado.

 Em um mundo dominado pela violência, pela fome, pela miséria, desemprego e outras mazelas parece que não sobrou espaço para o verdadeiro dono da data, Cristo.

 Natal significa celebrar o amor de Deus e mais que celebrar: praticar.

 Me entristeço com a questão dos milhares de refugiados das guerras covardes , com os enfermos desassistidos por uma saúde pública precária. Com os desempregados, que não sabem mais como dar o que comer aos seus em casa. Com as injustiças sociais , com a homofobia, o racismo, intolerância religiosa e todo tipo de discriminação que ainda existe por aí.

 Me revolto contra a corrupção em todos os níveis, que parece não ter fim.

 Natal é época para uma profunda reflexão: o que estou fazendo pela sociedade ? Será que posso me considerar um agente de transformações? Será que sou um bom exemplo para meus filhos?

 Estou sendo um bom exemplo de cristão?

 O mundo pode ser melhor, desde que cada um faça a sua parte.

 Feliz Natal!

Fernando Marin