quinta-feira, 12 de abril de 2018

A insegurança nossa do dia-a-dia II



A Insegurança nossa do dia-a-dia  II


Por: Fernando Marin


  A violência hoje está disseminada por toda parte. Basta ligar a tv para nos depararmos com fatos que envolvem mortes, ferimentos, tiroteios, roubos, me parece que as autoridades já perderam o controle da situação, pelo menos no Rio de Janeiro.

  Os bandidos agora não escolhem mais locais e nem horários para praticarem seus delitos, eles agem à vontade, armados até os dentes, deixando a população dependente da proteção divina, já que a polícia não tem conseguido diminuir os índices de criminalidade.

  Os roubos são cada vez mais frequentes e violentos, hoje se assalta um estabelecimento comercial de pequeno porte usando fuzis, armas de guerra e com grande poder de matar e de destruir, que chegam às mãos dos delinquentes com relativa facilidade.

  Em alguns locais as seguradoras já se negam a contratar seguros para automóveis, tal é a quantidade de roubos. Em outros, os valores do seguro subiram bastante, numa maneira das empresas compensarem as perdas que vem sofrendo.

  Como se não bastassem os traficantes, que aterrorizam o povo- principalmente os que vivem nas comunidades carentes – agora surge a milícia, um poder paralelo que explora esses moradores com atividades diversas, venda de gás, transporte alternativo, tv a cabo, taxas para segurança, ameaçando aqueles que se negam a pagar ou que se insurgem contra essas ilegalidades, causando ainda mais violência e sofrimento para as pessoas mais pobres.

  O estado não vem conseguindo atuar com firmeza na questão da segurança pública, as dificuldades econômicas deixaram a polícia sucateada e sem recursos para agir como deveria. Por outro lado, a corrupção é outro fator que acaba favorecendo o crime e dificultando o seu combate.

  Vemos ainda uma omissão muito grande na fiscalização efetiva das fronteiras, o que favorece que armas e drogas circulem com relativa facilidade pelo território nacional, chegando às mãos dos traficantes nas grandes cidades de diferentes formas e meios.

  A Polícia Rodoviária Federal também carece de recursos para fiscalizar com algum rigor milhares de quilômetros de rodovias que cortam o país, facilitando a circulação de mercadorias contrabandeadas, roubadas e armas, munições e drogas, e assim os bandidos conseguem se abastecer sem muita dificuldade.

  Recentemente, foi decretada uma intervenção federal na área da segurança pública no estado do Rio de Janeiro, uma medida extrema que visa uma reorganização dos órgãos de segurança no estado, expurgando os corruptos e usando tropas militares federais no combate à criminalidade, intervenção essa que, até o presente momento, não apresentou grandes resultados.

  Através desse rápido relato vemos que há muito o que se fazer, e não entendo por que não se faz ou nunca se fez.

  A questão das fronteiras é primordial. O país possui efetivo militar que tem condições para o trabalho, desde que hajam recursos destinados para isso. O mesmo pode acontecer nas cidades, uma melhor distribuição de recursos para que a segurança, direito do cidadão, volte a dar qualidade de vida às pessoas.

  É mais que necessário que se dote a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal dos meios necessários para o bom desenvolvimento de suas funções, garantindo uma fiscalização mais efetiva nas fronteiras e nas nossas rodovias, impedindo que drogas e armas cheguem ao destinos com facilidade.

  Mas, paralelo a isso é urgente que se trabalhe para melhorar setores que são considerados como preventivos à criminalidade, ou seja, melhorar a qualidade de vida dos menos favorecidos, através de uma atuação efetiva do estado nas áreas carentes, com educação, capacitação profissional, saúde e perspectivas de trabalho e renda. Segurança não é apenas questão policial, mas social. O crime cresce na ausência do governo em oferecer os serviços básicos à população, e enquanto isso não ocorrer com eficiência no Brasil a violência continuará a ceifar vidas. Basta copiarmos exemplos de países desenvolvidos, onde a criminalidade tem índices baixíssimos para atingirmos o mesmo ponto, em algumas décadas.

  Infelizmente, não vemos no país iniciativas efetivas para melhora de vida da população em geral. O governo gasta muito – e mal – para sustentar a própria máquina, pouco sobrando para investimentos sociais importantes. A nossa estrutura de cobrança de impostos é pesada e ineficiente, favorecendo uma alta arrecadação para o governo central (federal), outra parte relevante para os estados e a menor para os municípios, que são os responsáveis por parte significativa do atendimento aos cidadãos.  A atual estrutura apenas favorece aos políticos mais graduados, que todos os dias recebem pedidos de governadores e de prefeitos, ávidos por verbas federais, e muitas vezes as distribuem com critérios pessoais e fisiológicos.

  Sugiro uma reforma tributária séria, que encolhesse a sonegação e com uma estrutura de arrecadação mais leve e mais barata, que priorizasse os municípios favorecendo uma melhoria no atendimento à população.

  Urgente também uma melhoria significativa na qualidade da educação pública, proporcionando  uma grade de matérias que efetivamente eduquem os jovens, com o retorno das aulas de Moral e Civismo, Organização Social e Política do Brasil, recriando os sentimentos de civismo e de amor à pátria, hoje esquecidos e abandonados, resgatando a noção de cidadania e de respeito à lei e às autoridades, que se perdeu ao longo do tempo.
Lamentavelmente  o brasileiro é visto como um povo que gosta de “levar vantagem”, um povo que vende seu voto por qualquer promessa, um povo omisso à participação política , de baixa cultura, e disso se aproveitam os maus políticos para se locupletarem e nada fazerem pela população.

  Urgentíssima também uma reforma séria na nossa legislação penal, extremamente frágil em relação ao tipo de criminalidade atual, que em muitos casos favorece ao criminoso e cria uma enorme sensação de impunidade, e a impunidade é um ótimo combustível para o crime. Necessitamos de leis mais severas que efetivamente punam a quem comete crimes com rigor, aliadas a um Código de Execuções Penais mais coerente e de um sistema prisional digno e que ofereça uma real condição de recuperação do preso e a sua reinserção social.

  Nisso tudo creio que a igreja também possui um papel fundamental, já que ela forma discípulos de Cristo, através do aprendizado da Bíblia e de tudo aquilo que Jesus ensinou, e isso inclui honestidade e lisura em tudo o que fazemos.

  Não poderia deixar de citar as palavras de Paulo, na Carta aos Romanos, onde em seu Capítulo 13, versos 1 ao 7, o apóstolo nos dá uma aula de como devemos nos comportar em relação às leis e autoridades constituídas:


Obediência às autoridades
1Obedeçam às autoridades, todos vocês. Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele. 2Assim quem se revolta contra as autoridades está se revoltando contra o que Deus ordenou, e os que agem desse modo serão condenados. 3Somente os que fazem o mal devem ter medo dos governantes, e não os que fazem o bem. Se você não quiser ter medo das autoridades, então faça o que é bom, e elas o elogiarão. 4Porque as autoridades estão a serviço de Deus para o bem de você. Mas, se você faz o mal, então tenha medo, pois as autoridades, de fato, têm poder para castigar. Elas estão a serviço de Deus e trazem o castigo dele sobre os que fazem o mal. 5É por isso que você deve obedecer às autoridades; não somente por causa do castigo de Deus, mas também porque a sua consciência manda que você faça isso.
6É por isso também que vocês pagam impostos. Pois, quando as autoridades cumprem os seus deveres, elas estão a serviço de Deus. 7Portanto, paguem ao governo o que é devido. Paguem todos os seus impostos e respeitem e honrem todas as autoridades.” ( NTLH)

  Paz para todos!


Fernando Marin

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Alimentação nos Tempos Bíblicos VIII - o pão de Ezequiel


Alimentação nos Tempos Bíblicos VIII - o pão de Ezequiel


Por: Fernando Marin



  Sim, creio que a Bíblia é , ou deveria ser, a nossa referência de fé e prática, afinal ela é a Palavra de Deus e tem respostas para todas as nossas perguntas e dúvidas. Fala sobre todas as questões que envolvem a nossa vida espiritual e secular, incluindo a questão da alimentação, fundamental para a nossa sobrevivência e saúde.

  Já tive a oportunidade de publicar várias receitas de pratos que fizeram parte da história do povo de Deus , alguns que até hoje continuam no  cardápio em Israel  e que foram pesquisadas a partir dos textos bíblicos e de relatos de estudiosos do assunto.

  Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, me deparei com uma receita utilizando ingredientes da época, receita essa ensinada pelo profeta Ezequiel. Está lá, em Ezequiel 4.9:


“Agora, pegue trigo, cevada, ervilhas, lentilhas, trigo miúdo e aveia. Misture tudo e faça pão.” Ez 4.9 NTLH

  Pesquisando um pouco mais, descobri que existe uma grande empresa norte americana, a Food for Life, que produz um pão utilizando esses mesmos ingredientes, cujo nome é Ezekiel 4.9, encontrado com relativa facilidade nos supermercados americanos.

  A empresa trouxe para o século XXI um pão produzido com os mesmos ingredientes daquele ensinado pelo profeta há 2600 anos, e informa que esse produto é extremamente saudável, totalmente orgânico e que trás benefícios, tais como:

-fonte completa de proteína (com 84,3% da eficiência presente na mais alta fonte proteica), semelhante à proteína dos ovos e do leite.

-possui os nove aminoácidos essenciais e mais outros nove.

-melhora a digestão – o processo de germinação quebra grãos de amido em açúcares simples, que o corpo digere com rapidez.

-aumenta a absorção de minerais – o processo de germinação quebra inibidores enzimáticos, o que permite que o corpo absorva mais cálcio, magnésio, ferro, cobre e zinco.

-mais Vitaminas B e C.

-excelente fonte de fibras (Grãos germinados e legumes proporcionam ótima taxa de fibras).

  Aqui no Brasil não tenho conhecimento de alguma empresa que fabrique esse pão, mas por que não experimentar fazer em casa?


PÃO DE EZEQUIEL

“Toma trigo e cevada, favas e lentilhas, mete-os numa vasilha e faze deles pão […]”
Ezequiel, 4, 9

3/4 de xícara (150 g) de trigo duro (ou espelta)
1/8 de xícara (30 g) de grão-de-bico
1/4 de xícara (50 g) de lentilha
1/8 de xícara (30 g) de sementes de painço com casca
1/8 de xícara (30 g) de cevada com casca

Preparo:

  Na hora de preparar o pão as sementes devem estar bem sequinhas. De maneira que não devemos lava-las na hora de usar. Se estiverem úmidas, vale apertar num pano de prato. Daí coloque as sementes num processador pequeno, coloque as sementes germinadas e o sal. Processe até fazer uma massa homogênea. Modele a massa em 5 ou 6 pãezinhos.

 Coloque-os em uma assadeira untada e asse por 2 horas em forno preaquecido a 110 graus Centígrados. Pincele a superfície com água para evitar que ressequem. Vire-os e asse por mais 1 e 1/2 hora a 130 graus Centígrados. Sirva quente.

  Os cereais e as leguminosas devem germinar em jarras separadas. Quatro dias antes de assar o pão, coloque a cevada, as lentilhas e o painço para germinar, deixando o trigo e o grão-de-bico para o dia seguinte. Depois que todos os brotos germinarem, moa-os juntos.


 Fernando Marin


Fontes:
http://culinariaviva.blogspot.com.br/2010/05/pao-essenio-de-trigo-germinado.html

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Ano Novo, Vida Idem



Ano Novo, Vida Idem


Por: Fernando Marin



 Mal terminam as celebrações natalinas, geralmente abundantemente acompanhadas por alimentos nem sempre saudáveis, e ainda receosos de passarmos perto de uma balança, já chegam as festas de ano novo, o chamado réveillon, quando também costumamos comemorar em meio a banquetes e muita alegria, afinal temos que agradecer a Deus por Ele ter nos permitido mais um ano de vida e oramos pedindo um novo ano de bênçãos em todos os aspectos de nossas vidas.

 Nessa época é comum ouvirmos aquelas promessas de mudanças e planos efetuados para o novo tempo chamado ano, mesmo que não tenhamos cumprido as promessas no que ora se encerra.

 A mudança de calendário nos dá a impressão de final de uma era e de início de uma outra, onde tudo se renova ou se inicia. Na verdade é apenas um pulo na folhinha, mudanças ou novos planos devem partir de nossos corações, sintonizados com Deus – a quem devemos submeter tudo aquilo o que almejamos, afinal, é Ele quem os tornará realidade ou não.

 Creio que sonhar faz parte da nossa existência, e sonhos  são naturais e normais a todas as pessoas, quem não sonha com uma vida melhor, uma nova casa, uma viagem?

 Muitas vezes Deus nos dá a oportunidade de realizarmos nossos planos e sonhos, outras vezes Ele não os permite. E aí é importante sabermos que nem tudo o que pensamos ser bom para nós na realidade o seria. Sempre digo da importância de sermos humildes perante o Senhor e de esperarmos com paciência que o momento ideal chegue ou que entendamos quando Ele diz não.

 Creio que a Bíblia nos deixa uma boa pista para que nada nos falte em época alguma, basta lermos em Mateus 6, versículo 31 a 33, onde o texto nos diz: “Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: “Onde é que vamos arranjar comida?” ou “Onde é que vamos arranjar bebida?” ou “Onde é que vamos arranjar roupas?” Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.”

 Aqui, a Palavra nos ensina a não nos preocuparmos com as nossas necessidades básicas, elas serão providas por Deus, desde que estejamos sempre no centro de Sua vontade. Quanto aos demais bens materiais, o nosso trabalho honesto , abençoado por Ele, nos dará condições de adquirir.

 Para termos um bom ano novo devemos tomar atitudes positivas e de fé, tais como agradecermos pelo nosso trabalho, por nossa saúde, família, pelas pessoas que Deus coloca próximo a nós , pela vida!

 São essas atitudes de gratidão e de paz que nos levarão a uma vida de sucesso.

 Nossas realizações pessoais não se encontram apenas nos bens que obtemos, mas sim na paz com que vivemos!

 Entremos em 2018 com esse pensamento.

 Feliz 2018!


Fernando Marin

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Tempo de Natal



Tempo de Natal


Por: Fernando Marin



  Sei lá, parece que de uns anos para cá o tempo passa mais rápido, chegou o Natal. E com ele, aquela correria toda que já é rotina para todos. Lojas cheias, festas de confraternização, cozinhas a todo vapor, afinal é Natal!

  Refletindo sobre a época e o fato, me peguei escolhendo os presentes que gostaria de ganhar. Enquanto muitos sonham com smartphones, roupas e outros objetos caros eu ficaria feliz se pudesse haver mais amor entre as pessoas.

  Havendo mais amor, não haveriam mais crimes, e nem guerras. Havendo mais amor não haveriam mais refugiados, e nem a fome.

  Havendo mais amor, não se roubaria dinheiro público, e haveria bom atendimento de saúde para todos, melhores escolas, nossas cidades teriam mais qualidade de vida.
Amor, é o que falta nesse mundo.

  Esse amor que tanto nos faz falta até surge em iniciativas isoladas na época do Natal, mas normalmente só dura por essa época mesmo.

  E aí devemos nos lembrar de quem foi enviado a esse mundo por amor a nós. Nasceu, cresceu e foi crucificado e assassinado para que nós todos hoje pudéssemos ter a vida eterna. Época de lembrarmos de Jesus Cristo, Filho de Deus, enviado à terra para padecer pelos nossos pecados.

  Esse é o real sentido do Natal, relembrarmos desse sacrifício em nome do amor, amor imerecido, mas amor de Pai.

  Que em todos os lares as famílias se reúnam para celebrar essa tão importante data. Não importa se Ele nasceu em 25 de dezembro ou não. O que importa é celebrarmos o fato: Ele nasceu!

Feliz Natal!


Fernando Marin

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A Igreja Espetáculo



A Igreja Espetáculo


Por: Fernando Marin


 Tenho dito que quase nada mais me surpreende, basta se ler um jornal ou um site de notícias para nos depararmos com todo o tipo de barbaridades, corrupção, crimes e coisas do tipo. Mas, algumas ainda me chamam a atenção, mais pelo fato de que são assuntos os quais eu costumo discutir – ou não – e que vem de encontro àquilo que penso.

 Coloquei um “ou não” porque nem todos os assuntos costumo discutir em público, infelizmente muita gente não compreende bem os temas e parte para a simples agressão – às vezes até de fato – por não possuírem uma argumentação sólida. Às vezes até posto temas polêmicos, mas me eximo de discutir ou de colocar em debate, já fui até ameaçado de exclusão em uma rede social por um amigo que não admite que alguém pense diferente dele, enfim, para manter uma amizade muitas vezes é melhor não dizer nada.

 Mas, hoje logo de manhã, lendo as notícias me deparo com uma publicada pelo jornal O Dia (http://odia.ig.com.br/brasil/2017-11-09/homem-tenta-esfaquear-pastor-durante-culto.html), um homem, ao participar de um culto em uma conhecida denominação evangélica, teria tentado esfaquear o pastor por “não ter gostado do louvor”, fato acontecido em São Paulo.

 O fato me trouxe à mente uma série de outros e acabei por escrever esse artigo, mesmo contra a minha vontade. Sei que serei criticado, mas isso faz parte da vida.

 Todos os dias pastores são “esfaqueados” por ovelhas descontentes, ou com o louvor, ou com o líder de algum departamento, ou porque estava frio, não gostou do sermão, ou porque está insatisfeito com alguma coisa dentro da igreja, ou porque o pastor fala baixo, reclama-se e critica-se tudo. A maioria dos pastores estão acostumados a isso, e vão tocando a sua missão com o pensamento só em Deus. Outros, se irritam e acabam praticando atos incompatíveis com o ministério. Mas, tenho visto igrejas onde a rotina foi adaptada aos novos tempos, cultos espetaculosos, grupos de louvor equipados com o que há de melhor, som digital, vídeo, transmissão ao vivo, etc.

 As atividades são diárias, reuniões, almoços, jantares, festas das mais variadas. Muitos cultos tem a participação de grandes e conhecidos pregadores e cantores. As mensagens são dinâmicas e sempre muito otimistas, afinal somos filhos do Rei, tudo tem que acontecer de bom em nossas vidas, não é?

 Os templos, cada vez maiores e mais luxuosos, construídos para abrigar muita gente, e com um custo também cada vez mais alto, daí a necessidade de frequentes campanhas de arrecadação para obras, melhorias e manutenção, um valor que seria muito melhor aplicado em evangelismo / missões.

 Pastores criativos que oferecem , por alto preço, todo tipo de artigos, toalhas ungidas, água de rios “sagrados”, vassouras para varrerem o mal, tijolos, cd’s, dvd’s , ou pedem mesmo ofertas ‘de amor’ ou ‘de fé’ sempre de valores altos e determinados.

 E assim, todos os dias tomamos conhecimento de pastores e igrejas que, com as suas doutrinas próprias, estão cada vez mais afastados do Evangelho de Jesus Cristo.

 Não sou contra a música, o canto, a dança, as festas, porém entendo que a pregação da Palavra – e ela é dura, muito dura! – é o que deve nortear uma igreja bíblica. Tenho andado por aí e verifico uma grande quantidade de “crentes” que desconhecem o Evangelho, e isso me entristece.

 Moro em uma cidade que hoje tem 140 mil habitantes, e mais de mil igrejas, de todos os tamanhos e denominações, uma base de 140 pessoas por igreja, umas tem 900 membros, enquanto que outras reúnem poucas pessoas, mas a conta está aí.

 Puxa, essa cidade deveria ser uma benção, um paraíso, não é? Tantas igrejas para pouco mais de 140 mil habitantes. No entanto não é essa a realidade, o tráfico de drogas está disseminado, roubos, assaltos constantes, jovens bebendo nas ruas, bailes funk, boates repletas, todo tipo de coisas amplamente condenados pela Palavra.

 Creio que ainda há tempo para as igrejas locais acordarem para a realidade e deixarem de ser como clubes privados ( há exceções) e partirem para cumprirem a verdadeira missão que receberam de Jesus, a de fazerem discípulos por toda parte. Enquanto a igreja não cumprir com a sua Missão, almas continuarão se perdendo. E essa responsabilidade foi dada pelo Mestre a  todos os crentes.

 E por isso seremos cobrados.


Fernando Marin

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Polêmicas do Cotidiano II – A cultura do nu e os evangélicos incômodos.



Polêmicas do Cotidiano II – A cultura do nu e os evangélicos incômodos.


Por: Fernando Marin


 A polêmica foi instalada em São Paulo recentemente , mais precisamente na abertura do 35º Panorama de Arte Brasileira no MAM, onde um coreógrafo  completamente nu convidava os presentes a interagirem com ele, tocando em seu corpo para incentivar movimentos que se assemelhavam aos de uma escultura presente na exposição.

 Setores conservadores da sociedade partiram para o ataque do que consideram uma afronta à capacidade cultural da população, de outro lado artistas e intelectuais saíram em defesa de uma livre expressão da arte, sem o que chamam de censura de qualquer natureza. O povo religioso, mais notadamente o evangélico, protestou com veemência contra aquilo que entenderam como um ataque ao Evangelho e à moral, até porque uma mãe levou sua filha de 5 anos à tal exposição, e a menina foi filmada sendo induzida por essa mãe a interagir com o artista nu.

 Uma polêmica das grandes, foi o assunto da semana na mesma época em que a revista Veja publica um artigo escrito pelo jornalista J.R.Guzzo que chama o povo evangélico de “incômodo”, um texto repleto de desinformação e preconceito e que repercutiu por dias na mídia com respostas vindas de diversos setores da igreja evangélica brasileira que se considerou agredida com a matéria.

 Não costumo participar de debates polêmicos, mas dessa vez não poderia deixar passar em branco dois fatos que repercutiram demais em todos os cantos do país. Também prefiro digerir bem os acontecimentos antes de me posicionar, com o sangue quente muitas vezes praticamos injustiças. Também aprendi que devemos procurar conhecer os dois lados de qualquer história que nos contem, afinal sempre há o certo e o errado. Com isso, não quero dizer que a minha palavra é inquestionável, porém procuro me cercar de cuidados ao emitir opinião em assuntos tão polêmicos até porque respeito e sempre respeitarei aqueles que pensam diferentemente de mim. Quem quiser discordar, tem o direito, não correrá o risco de ser excluído de meu rol de amigos, basta apenas que se manifeste com respeito e educação, e saberei entender a discordância.

 Quanto ao primeiro fato, o do nu, a falta de vestimenta sempre fez parte do trabalho de muitos artistas, notadamente escultores e pintores dos mais famosos. Obras das mais conhecidas estão descobertas de roupas, e expostas ao público em museus famosíssimos do mundo. Creio que aqueles que se escandalizam com esse tipo de arte devem se abster de comparecer onde elas são expostas. No caso do MAM , foi verificado que a interação com o artista aconteceu em um ambiente fechado e sinalizado , portanto acessível apenas aos que realmente desejaram estar presentes. Existe muita coisa que considero abominável acontecendo diariamente pelo mundo, em cinemas, teatros, boates, bordéis , e eu me abstenho de comparecer. É a minha forma de demonstrar discordância, como cidadão, como evangélico apenas frequento ambientes em que não me sinta agredido ou incomodado com algo que fira a minha consciência.

 Claro que há uma agravante séria nesse fato, uma mãe (desavisada??) levou sua filha de 5 anos e a induziu a interagir com o tal artista. Com certeza, essa criança não deveria estar lá, não apenas proibida pela mãe, mas pela rede de proteção do estado, que falhou no caso. Creio que é devida uma punição ao MAM e a essa mãe, por terem permitido a entrada da criança nesse setor da exposição.

 Sei que pastores e muitos evangélicos se posicionaram contra essa expressão artística, entendo que temos essa liberdade de discordar mas temos que compreender que o mundo está repleto de atos e fatos contrários aos pregados pelo Evangelho, e não nos cabe efetuar um patrulhamento moral da sociedade e de suas produções, não nos cabe o julgamento do certo ou do errado praticados, não foi isso o que Jesus nos ensinou.

 Mais uma vez, recorro à Bíblia, mais precisamente ao Evangelho de Marcos, onde no Capítulo 16, versos de 15 e 16, o próprio Mestre nos determina: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.”

 Simples de entender, nossa missão não é policialesca, é a de pregar o Evangelho. Como Cristo diz, quem crer estará salvo, quem não crer não estará. A missão que nos foi imposta pelo Mestre é a de fazer seguidores, “e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês.” ( Mateus 28.20).

 Não é missão do evangélico condenar nada e ninguém, não é nossa missão acusar ou julgar ninguém pelo que faz ou pensa, estamos aqui para fazer seguidores, para espalharmos as boas novas pelo mundo, para trazermos uma palavra de salvação para os perdidos, isso sim é o que temos a fazer, e a obra é enorme!

 Quanto ao artigo discriminatório aos evangélicos publicado pela revista Veja, está repleto de discriminação e de desconhecimento, assim prefiro nem comentar, para não correr o risco de praticar algum julgamento indevido.

Fernando Marin

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Polêmicas do Cotidiano I - A Rede Globo



Polêmicas do Cotidiano I - A Rede Globo



Por: Fernando Marin



 Não é de hoje que ouvimos e lemos críticas à programação da Rede Globo, tida como de baixo nível e tendenciosa, politicamente falando.

 Vemos nas mídias sociais movimentos que incentivam a sonegação da audiência da emissora, num protesto por reportagens e opiniões.

 Na verdade, o que tenho a dizer é que não assisto à programação da Globo. E se há tantos que a criticam, devem assisti-la, caso contrário não teriam como criticar o que não conhecem.

 Creio que a maior punição para uma emissora que produz programas de baixa qualidade ou tendenciosos ou atentatórios à moral é o controle remoto de nossos aparelhos de televisão. Há, com certeza, opções melhores para assistirmos, principalmente para os que possuem uma assinatura de tv paga.

 Mas, se mesmo com a opção do controle remoto ainda há quem se delicie com baixo nível, aí a questão está na consciência desses. Não nos cabe patrulhar e nem impor o que alguém quer ou gosta de assistir. É o exercício do livre arbítrio de cada um.

 Creio que a nossa parte nisso tudo é a de cobrar das autoridades que a educação em nosso país suba de nível de qualidade, para formarmos pessoas mais críticas e amantes de uma boa e saudável cultura e aí sim quem não estiver nivelado a essa exigência popular por uma  boa cultura será punido pela falta de audiência.

 Ainda falando de cultura, todos tem acompanhado os episódios acontecidos na exposição Queermuseu em Porto Alegre e na abertura do 35º Panorama de Arte Brasileira, no MAM em São Paulo, onde um coreógrafo  completamente nu convidava os presentes a interagirem com ele, tocando em seu corpo para incentivar movimentos que se assemelhavam aos de uma escultura presente na exposição.

 Bem, isso é assunto para outro artigo.


Fernando Marin